Apelido

Manhã de um dia como outro qualquer. Primeiro semestre de 1997. Eu contava 17 anos de idade.


Cursinho Objetivo Santo Amaro, zona sul de São Paulo. Mais uma excelente aula de geografia do professor Nogueira.


Eis que, durante a aula, é dito que na região Nordeste havia grande produção de caju e mostrava a foto de um vistoso caju vermelho.


Na minha turma, a essa altura, uma boa quantidade de colegas já sabiam que eu era baiano e qualquer um que me olhasse notaria uma grossa e bagunçado cabeleira vermelho cobre.


Não deu outra. Em menos de 5 minutos começaram a chegar bilhetinhos para o professor. Contavam anedotas típicas de cursinho e vinham assinados por "Caju - o garoto ruivo da fila tal, cadeira tal".


Naquela manhã, os bilhetes não pararam de chegar aos professores. Pelo menos um por aula.


Foi o suficiente para ninguém mais me chamar por Diogo (com exceção do diretor do cursinho).


Como me tornei, no ano seguinte, monitor de dúvidas de exatas do cursinho e comecei a dar aulas particulares, ganhei o upgrade de professor Caju.


Até meu pai, quando ligava no cursinho, perguntou pelo "Caju" e ao lhe perguntarem quem gostaria de falar comigo, respondia: "o Caju pai".


Grande abraço,

Caju.

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